Um maluco beleza se aplica ao Brasil

Que circo virou o Brasil? O mágico é a mídia brasileira, que transforma a realidade em ilusão, e a mentira em verdade. Os donos do circo, com forte participação internacional e apoiadores locais se…

Fonte: Um maluco beleza se aplica ao Brasil

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Um maluco beleza se aplica ao Brasil

Que circo virou o Brasil?

O mágico é a mídia brasileira, que transforma a realidade em ilusão, e a mentira em verdade.

Os donos do circo, com forte participação internacional e apoiadores locais sem lei, sem pátria que abandonam as suas identidades brasileiras para a globalização, nada solidária e selvagem, que reproduzem aqui no Brasil a dita primavera nada florida, que arrasa a todos, que em suas terras têm bens naturais importantes e valiosos.

O “mágico” hipnotiza as massas e as levam ao abismo e como feras defendem os donos do Circo, que estão aí para transformá-los em meras peças automatizadas, e ou, em exércitos teleguiados a serviço do dinheiro global nas mãos de poucos.

Nas Redes Sociais e nos “mágicos”usam este exército teleguiado sem conteúdo, que só sabe xingar e bater panelas, em oportunidades, que o Partido do PT se expressa ou posiciona.

Neste momento é de colocar em prática a “Teoria dos Jogos”, que rendeu a John Nash o Premio Nobel de Economia em 1994.
A Teoria de Nash, um maluco beleza, aplica ao Brasil e ao mundo, por facilitar a compreensão de métodos de resolução de disputa.

Nada e nem ninguém precisam perder, se o jogo for do GANHA GANHA!

rosadinizvieira@gmail.com

Atenção máxima e tensão máxima

O Brasil está sendo alvo de uma desestabilização de seu governo Central, isto é fato.

Fórmula antiga e como sempre patrocinada pelos “donos do mundo” fabricam e desfabricam inimigos, Bin Laden foi convenientemente morto em 2013, o inimigo útil de décadas foi descartado, o mundo foi massificado com esta notícia a exaustão.

No mesmo 2013, o povo sem motivação clara foi às ruas brasileiras insuflado por infiltrados patrocinados, mas o discernimento do cidadão brasileiro obrigou a retirada dos partidos e a imprensa o que a obrigou a fazer suas coberturas dos terraços e telhados. Assim a nossa democracia, com sua alma libertária, percebeu a manipulação e reelegeu Dilma Rousseff, fortalecendo assim a América Latina e os BRICS com foco na construção de uma nova ordem político-econômica mundial. O Banco dos BRICS, criado na última reunião no Brasil em 2014, respira sem os ares do FMI.

Os Estados Unidos e a Europa experimentam desde 2008 índices assustadores de desemprego e suas economias têm números negativos de crescimento desde então. Em 2014 o Brasil fecha com a maior empregabilidade de sua história e crescimento de quase 1% e a inflação dentro da meta. E isto estava fora da curva da realidade dos interesses internacionais e nada pode ser feito, pois os projetos sociais e redistribuição de renda da política do Estado brasileiro já fazem parte da alma de grande parte da sociedade.

O PSDB desrespeitando a vontade da maioria expressa nas eleições de 2014, através de seu candidato derrotado o Senador Aécio Neves, incita ao ódio os brasileiros, que por vezes ignoram o cerne das questões nacionais, questões estas que elevaram o Brasil a sexta economia do mundo. Aécio teve escola, o seu avô Tancredo Neves, a velha raposa, mais elaborada no modus operandi, construiu conchavos nos corredores, sob penumbras inconfessáveis com as elites, o que lhe rendeu destaque na política desde Getúlio Vargas e encabeçou o golpe branco ao governo de João Goulart, quando se torna o primeiro ministro do Brasil.

O Modelo PMDB nestas últimas décadas, com assento entre os diversos governos, pós-ditadura, neste momento se arvora, a quem sabe, ter o cargo maior da República, certamente fazendo alianças com seus iguais.

É fato, a politicagem se exumada, ao longo da história da humanidade, tem o mesmo DNA.

Contato – rosadinizvieira@gmail.com

Je ne suis pas

Je ne suis pas Charlie
Je ne suis pas Noblat
Je ne suis pas TV Globo
Je ne suis pas Folha de S.Paulo
Je ne suis pas Josias
Je ne suis pas O Globo.
Je ne suis pas Revista Veja Brasil
Je ne suis pas Alexandre Garcia.
Je ne suis pas Revista Época.
Je ne suis pas Estadão
Je ne suis pas Willian Bonner.
Je ne suis pas Jornal Nacional.
Je ne suis pas Rodrigo Rollemberg.
Je ne suis pas CQC
Je ne suis pas la manipulation des États-Unis
Je ne suis pas Globo News.
Je ne suis pas la mort de l’innocence
Je ne suis pas avec souffleuses de presse

noblatruy

10/01/2015 – JORNALISTA SEM ESCRÚPULOS,COM APOIO DO GLOBO, TENTA LIGAR LULA E O PT AO MASSACRE DA CHARLIE HEBDO.

Alucinação vergonhosa!

Os rastros do Governador que assume

RosaDiniz

Brasília – DF dá um salto no escuro. O Governador Rodrigo Rollemberg PSB, deixará em sua vaga no Senado Hélio Silva, acusado pelo próprio Rollemberg de pedofilia.  Porque agora emudeceu quanto aos as suspeitas de crimes do seu sucessor? Seria porque Hélio é do PSD de Kassab aliado do PT nacionalmente?

Mas o que dizer do Cidadão do Distrito Federal será que ficará calado? Certeza que não.

Numa pequena pesquisa na Internet levantei os antecedentes do Suplente, no Senado, do Senador Rodrigo Rollemberg.

Site do TJDFT: Hélio José da Silva:

DENÚNCIA
Circunscrição: 1 – BRASÍLIA
Processo: 2011.01.1.121318-4
Vara: 305 – v
REU: H.J.S.L.
Oferecida em: 03/04/2014
Recebida em: 10/04/2014
Denúncia: art. 217-A, caput (3 vezes) do Código Penal;

INCIDÊNCIA PENAL
Circunscrição: 1 – BRASÍLIA
Processo: 2011.01.1.121318-4
Vara: 305 – QUINTA VARA CRIMINAL DE BRASÍLIA
REU: H.J.S.L.
Incidência Penal: art. 217-A, caput do Código Penal c/c art. 5º, caput, Inc. II da Lei Maria da Penha; ·
Inquérito Policial: 3342011
Delegacia: 1DPDF – PRIMEIRA DELEGACIA DE POLICIA
Data do Fato: 27/05/2011

Brasília/DF, 16 de Dezembro 2014 08:31PM – Acesso via INTERNET
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

O Governo de Rodrigo Rollemberg pelo que entendi saiu de “Rodas de Conversa” uma incógnita mascarada de democracia?
Ufa novos ares…, Ou uma Torre de Babel?

Mais médicos o Programa da Saúde no Brasil

medicos2Mais Médicos, um assunto que muita gente não entende com profundidade, mas nós temos certeza que hoje, conversando com o Dr. Felipe Proenço – Coordenador Nacional do Programa Mais Médicos será uma oportunidade de saber.

Rosa Diniz: Hoje nós vamos tratar sobre o Mais Médicos, um assunto que muita gente não entende com profundidade, mas nós temos certeza que hoje, conversando com o doutor Felipe Proenço – Coordenador Nacional do Programa Mais Médicos, nós vamos esclarecer bastante aos nossos internautas e a todos que quiserem essa informação por escrito que no nosso site tem, através da degravação. Tudo bem, doutor Felipe?

Felipe Proenço: Tudo bom. Acho que sempre que a gente tem a oportunidade de estar esclarecendo o que significa o programa e como ele vem melhorando a vida dos brasileiros, é uma oportunidade importante pra nós.

Rosa Diniz: Como é um programa que começou no dia 8 de junho de 2013 e foi uma revolução dentro do país, eu quero que você fale pra gente qual a proporção dessa revolução na saúde pública do país?

Felipe Proenço: Quando a gente lançou o programa, em 2013, a gente tinha três claras evidências sobre a falta de médicos no país. Primeiro era exatamente a comparação internacional. Enquanto o Brasil tinha na época 1,8 médicos a cada mil habitantes, outros países, seja com sistemas universais de saúde ou vizinhos, tinham índices bem superiores. Portugal e Argentina próximos de quatro; Uruguai com índices maiores também; Reino Unido, que é um exemplo importante de sistema universal de saúde com 2,7 médicos a cada mil habitantes. Na comparação internacional a gente já tinha evidência de como tinha menos médicos no Brasil do que a necessidade que a gente estava apontando. A outra dizia respeito a olhar o comportamento do mercado de trabalho médico. Criavam-se serviços públicos, a gente tinha situações em que para cada médico formado nos cursos de medicina daqui, eles tinham duas ofertas de emprego já ao concluir o curso de medicina. Anos como entre 2012 e 2013 que a oferta de empregos era muito alta e se a gente olhar nos últimos 10 anos, se graduaram em torno de 94 mil médicos e foram abertas em torno de 154 mil postos de trabalho. Então muito mais postos de trabalho abertos do que médicos graduados. E uma terceira evidência é exatamente da expansão que a gente faz de equipes de saúde da família, de unidades de pronto atendimento, de ofertas de vagas no serviço público, para a gente ampliar o acesso ao Sistema Único de saúde que não conseguia encontrar esse profissional. Era um problema gritante, era um problema muito colocado pelos prefeitos. A gente começa o ano de 2013 com mais de 4 mil prefeitos assinando o abaixo assinado, e o título do abaixo assinado era exatamente: “Cadê o médico”. E a gente buscou resolver esse problema com medidas tanto do ponto de vista da situação emergencial, de a gente saber que tinha uma população que procurava unidades de saúde, que tinha uma necessidade, mas não conseguia ter o atendimento médico, vários relatos de prefeitos daquele cidadão que caminhava quilômetros e quilômetros da zona rural, para chegar à unidade de saúde, e a resposta que ele tinha na época era: “não tem médicos, volte outro dia”. Então é exatamente uma bandeira que a gente já vinha defendendo, para conseguir ampliar o acesso ao Sistema Único de Saúde e garantir uma melhor resposta às necessidades de saúde do cidadão brasileiro.

Rosa Diniz: Hoje, qual o número de médicos vindos de fora e brasileiros que estão no Mais Médicos?

Felipe Proenço: No programa, primeiro nós fizemos uma chamada para médicos brasileiros, as vagas que não eram completadas pelos médicos brasileiros, ofertadas para brasileiros formados no exterior, depois para os demais estrangeiros, consequentemente com graduação no exterior também e as vagas que não eram preenchidas por esses profissionais a gente ofertava e buscava completar com uma cooperação como a Organização Pan-americana da Saúde. Desse modo, em um pouco mais de 8 meses de programa, a gente chegou a 14.462 médicos participando do Programa Mais Médicos. A gente tem em torno de 1.800 médicos brasileiros, médicos com registro no Brasil, um pouco mais de 1.200 médicos provenientes de outras nacionalidades, principalmente espanhóis, argentinos, portugueses, uruguaios e venezuelanos, e um pouco mais de 11.400 médicos provenientes da cooperação com a Organização Pan-americana de Saúde. Portanto, médicos cubanos são exatamente aqueles médicos que mantém o seu vínculo com o Ministério da Saúde de Cuba, mantém recebendo o seu salário e os direitos previdenciários em Cuba, e recebem um adicional exatamente por estar vindo em missão aqui no Brasil para desenvolver essas atividades no período do programa.

Rosa Diniz: E essa forma não é só no Brasil em relação aos Cubanos. Em outros países, eles são hoje em torno de quase 60 mil médicos fora de Cuba. É esse mesmo tratamento?

Felipe Proenço: Eles têm cooperação com mais de 60 países. Se destaca muito a cooperação com países Africanos, onde inclusive eles ajudam no desenvolvimento da formação de medicina, e países também aqui da América Latina que são os principais que têm cooperação, uma que a gente acompanhou muito também é a Cooperação que Cuba tem com Portugal. É exatamente esse modelo. No momento em que se faz uma cooperação entre países, no momento que se faz uma cooperação que é vinculada à organização Pan-americana de Saúde, a gente segue as regras estabelecidas através dessa cooperação. Então o fato de que a gente tem alguns médicos que a gente convoca através de um edital individual e o fato de a gente ter alguns médicos que são garantidos somente pela cooperação da OPAS, você vê que muitos dos municípios em que não residiam médicos, o médico só ia eventualmente, alguns momentos durante a semana, e, portanto não Se garantia a cobertura do atendimento ao longo de toda essa semana para a população desse município, a gente conseguiu através da cooperação da OPAS garantir um médico presente lá durante toda a semana, um médico residindo naquela localidade. E é exatamente esse o formato que se utiliza em todos os países, é uma experiência que já está consolidada internacionalmente e que a gente vem seguindo também.

Rosa Diniz: Inclusive é um modelo bem utilizado na Inglaterra, por exemplo, que é um exemplo de saúde pública?

Felipe Proenço: A Inglaterra tem um processo de recrutamento de profissionais e nesse sentido tem semelhanças com o Brasil, mas a Inglaterra acaba recrutando muitos profissionais ou provenientes da comunidade europeia, ou de países que falam a língua inglesa. Talvez a Inglaterra seja um dos países que teve semelhança no porte de profissionais no mesmo ano. Assim como dos 14.462 médicos que atuam no programa, a gente tem um pouco mais de 12.500 médicos que vieram de registros de outros países, a Inglaterra também fez um recrutamento em proporções semelhantes exatamente pela necessidade de ter profissionais atuando na atenção básica, na atenção primária, que é o ponto do sistema de saúde que a gente acredita que ele é fundamental no sentido de garantir o acesso para a população e ao mesmo tempo também, garantir a resolutividade. A gente sabe que pelo menos 80% dos problemas de saúde são resolvidos na atenção básica, e a gente não estava conseguindo atingir esse patamar aqui no Brasil, exatamente pela falta de profissionais médicos. A gente tinha uma unidade de saúde construída, com uma equipe de saúde de enfermeiro, de técnico de enfermagem, de agente comunitário de saúde, eles buscavam dar a resposta possível para os problemas de saúde da população, mas muita coisa, no momento em que se necessitava do profissional médico, acabava não se conseguindo avançar. E só de a gente olhar para os primeiros resultados do Programa Mais Médicos, quando a gente vê que metade dos médicos do programa, que eram os que tinham chegado até janeiro, já conseguiram reduzir em até 20% dos encaminhamentos para os hospitais, nos demonstra exatamente o que a gente sempre entendeu enquanto política, a gente sempre discutiu com a sociedade civil, mas exatamente pela falta de profissional médico a gente não estava conseguindo dar essa resposta e esse resultado. E nesse sentido a Inglaterra foi importante tanto do ponto de vista de recrutar profissionais estrangeiros, de ter mais de 20% de profissionais estrangeiros atuando no seu sistema de saúde, enquanto no Brasil, até à criação do Mais Médicos a gente só tinha 1,79% de médicos vindos do exterior. Quanto exatamente a gente ter estabelecido a nossa meta do Programa Mais Médicos, a gente pretende chegar ao patamar do Reino Unido em 2026. Que é o de ter 2,7 médicos a cada mil habitantes. De que forma que a gente vai fazer isso? Respondendo a necessidade emergencial, colocada pelos municípios agora, e provendo os mais de 14 mil médicos, mas também ampliando a formação dos cursos de medicina, com mais 11,5 mil vagas de graduação em medicina, e garantindo a formação do especialista aqui no país também. São mais 12,4 mil vagas de residência que nós vamos abrir até 2018. Com isso, a gente consegue chegar em 2026 com quantidade suficiente de médicos formados no país, para pelo menos atingir esse patamar que o Reino Unido tem hoje.

Rosa Diniz: Um assunto conturbado e até certo contencioso, é o revalida. Eu gostaria que o senhor colocasse pra gente, o porquê de não ter passado por esse teste, e é lógico que existe um por que para isso e eu queria que o senhor me informasse.

Felipe Proenço: A gente primeiro acompanhou o ingresso de médicos estrangeiros no Brasil antes e depois do revalida. Antes do revalida ele era feito através das universidades federais, elas mantém a autonomia para desenvolver esse processo, mas não existia um exame unificado. Primeiro que a gente observou que depois desse exame houve uma queda do aporte de profissionais estrangeiros no país. Se a gente já tinha um número insuficiente de médicos, se a gente já havia necessidade de ter um maior aporte de profissionais, por que se reduziu esse aporte de médicos estrangeiros depois do revalida. Agora, tem uma questão que é central, que é exatamente a que a gente foi analisar na Austrália, no Canadá e no próprio Reino Unido. A Austrália tem um programa de atração de médicos estrangeiros, onde se faz essa convocação, e o médico estrangeiro tem que ficar atuando de um período de até 10 anos com registro provisório, e condicionado a estar nas localidades de maior necessidade da Austrália junto com todo um programa de formação de uma forma semelhante com a que a gente tem aqui no Brasil. O Canadá, para conseguir profissionais para aquelas regiões mais distantes, aquelas regiões mais difíceis de ter médicos, ele faz um exame que é direcionado, que é um exame diferente do exame que é feito para os profissionais que querem atuar em qualquer localidade do Canadá. Então a gente trabalhou exatamente nessa lógica de ter um programa com registro profissional, onde o médico tem que dar atenção básica, que é a nossa grande necessidade, e tem que atuar onde o Ministério da Saúde ofertar a vaga, ou seja, exatamente naquelas regiões de maior necessidade do país. O que a gente observa com o exame do revalida: assim que o médico é aprovado através desse exame, e, portanto ele tem o exercício em qualquer região do país de vista, ele tende a se deslocar para a capital e para o serviço hospitalar. Ou seja, ele não resolve o problema de necessidade das nossas regiões de saúde. Portanto, esse diferencial do Programa Mais Médicos que é um princípio fundamental, se alguém colocar que vai ter exigência do revalida para o Programa Mais Médicos ele meche em um princípio fundamental do programa e praticamente o inviabiliza. Por que no momento em que os médicos fizeram o revalida, eles vão sair dessas regiões de maior vulnerabilidade, que são essas regiões onde eles estão. Vejam que outro resultado muito gratificante para nós depois de um ano de Mais Médicos, é saber que 75% dos médicos estão em municípios de alta vulnerabilidade social. São aqueles municípios que mais de 20% da população está em situação de extrema pobreza, aqueles municípios com baixo índice de desenvolvimento humano, aqueles municípios com comunidades quilombolas, com assentamentos rurais. E mesmo os demais 25% dos médicos que não estão em municípios que como um todo, são de alta vulnerabilidade social, eles estão em municípios que tem áreas de alta vulnerabilidade social: periferias de grandes cidades. Então, a gente colocar o revalida para o Programa Mais Médicos seria exatamente tirar os médicos dessas localidades.

Rosa Diniz: Outro ponto que realmente meche com todo mundo, é a discrepância de salário entre os outros médicos que vêm de outros países e os cubanos. Eu queria que o senhor explicasse melhor pra gente.

Felipe Proenço: Primeiro que do ponto de vista do Ministério da Saúde, ele faz a oferta para todos os profissionais, e isso está contido em toda a nossa regulamentação, na mesma bolsa, na mesma ajuda de custo. A questão é que tem alguns profissionais que ingressam por edital, de forma individual, se inscrevendo diretamente no site do Ministério da Saúde. Mas esses profissionais, como a gente esteve colocando anteriormente, só conseguiram ocupar um pouco menos de 3 mil vagas do Programa Mais Médicos. E muitas vezes não conseguiram chegar naqueles municípios exatamente onde não tinha nenhum médico residindo. E a partir daí a gente passa a ter a chamada através da cooperação com a organização pan-americana de saúde. Essa cooperação respeita as necessidades tanto do Brasil no sentido de convocar os profissionais, tanto do órgão relacionado à Organização Pan-americana da Saúde, que é o Ministério da Saúde de Cuba. E o que acontece, os médicos de lá continuam recebendo o salário de Cuba, continuam tendo o direito previdenciário de Cuba, para eles é atrativo exatamente porque o profissional que vai se inserir numa missão internacional passa a receber um adicional. É exatamente nesse sentido, que a gente entende que é um programa atrativo também para os profissionais cubanos. No momento que se tem uma cooperação, tem as regras seguidas através da cooperação e tem toda a cobertura necessária para os profissionais cubanos que está sendo garantida também.

Rosa Diniz: Doutor Felipe, qual o número de cubanos que desistem do Programa Mais Médicos?

Felipe Proenço: Esse é um ponto fundamental também, para a gente esclarecer o debate. Primeiro que o Mais Médicos é um programa que a gente tem visto a menor evasão de profissionais participantes do programa. A gente costuma ter uma evasão de brasileiros de programas como esse por causa da residência médica, no Programa Mais Médicos está em torno de 7%. A gente teve uma evasão de 11% de profissionais vindos de outros países, exatamente por dificuldades de adaptação ao nosso clima e ao nosso país. E do ponto de vista dos Médicos Cubanos, esse é um ponto que chama ainda mais atenção. São 11.400 médicos participantes do Programa. A gente teve a desistência somente de 35 desses profissionais. Isso significa o que: 0,1% dos profissionais cubanos, somente desistiram do programa. No momento que a gente discute a possibilidade de eles irem e virem, do papel deles no país, eu acho que esse é um dado muito significativo, porque demonstra também que eles são bem informados sobre o que o programa significa, e também são muito satisfeitos com as atividades que estão desenvolvendo o programa.

Rosa Diniz: Para encerrar, o que o senhor gostaria de colocar para os nossos internautas, que seja mais esclarecedor do que essa conversa que a gente teve?

Felipe Proenço: Acho que é sempre importante também ressaltar, além dessa grande revolução que a gente está causando no Sistema Único de Saúde, garantindo a atenção médica para 50 milhões de brasileiros, exatamente aqueles brasileiros que tinham dificuldade de ter acesso ao Sistema Único de Saúde, garantindo uma resposta adequada para os problemas de saúde deles, a gente também tem tido um grande investimento na infraestrutura dos serviços de saúde, primeiro que a gente mais que dobrou nesses últimos anos o investimento na atenção básica, em 2011 ele era de 9,2 bilhões, 2014 ele está sendo de 20 bilhões de reais na atenção básica, a gente tem construído, ampliado ou reformado mais de 26 mil unidades básicas de saúde no país, isso significa o cidadão procurar uma unidade que vai ter uma ambiência adequada e o profissional de saúde desenvolver as suas atividades com todas as condições necessárias. E ao mesmo tempo também, além de a gente estar provendo e a gente estar garantindo a infraestrutura necessária para as unidades de saúde, a gente também está garantindo a ampliação da formação. Exatamente no sentido de interiorizar essa formação, já que a gente sabe que o médico que faz a graduação e que faz a residência numa mesma localidade, a possibilidade de ele permanecer naquela localidade é de 84%. Então a gente garantir cursos de medicina e residência médica em cidades do interior que antes não contavam com essa oferta, é uma garantia também de a gente estar fixando mais o profissional nessa região. Ao mesmo tempo em que o jovem brasileiro nos perguntava por que a gente está trazendo médicos do exterior e por que a gente não está apostando na formação no Brasil, a gente diz: exatamente pelo contrário. A gente já abriu mais 6 mil vagas de cursos de medicina no país, até 2018 serão 11,5 mil novas vagas e isso faz com que o jovem brasileiro daquelas regiões que não tinham acesso ao curso de medicina, passe a contar com o curso de medicina. Seja por uma universidade pública que está se interiorizando, que está levando seus campus para o interior, seja através do financiamento estudantil do PROUNI que a gente passa a ter essa oportunidade para o jovem e sua família sonhar com essa formação de medicina. Então para nós é muito gratificante ver o programa. Além de garantir em um curto espaço de tempo o acesso à população e a atenção médica, nos possibilita olhar para longo prazo essa mudança que a gente está fazendo na formação médica, e saber que com isso a gente vai garantir o profissional com o perfil necessário para estar respondendo a essa necessidade do cidadão brasileiro.

Rosa Diniz: Ok, doutor Felipe. Muito obrigada por nos dar essas informações todas, foram valiosas. Eu tenho certeza que as pessoas vão poder perceber e ver com outros olhos esse programa tão importante para o nosso povo, para a interiorização da medicina e dar condições um pouco mais iguais aos nossos irmãos que vivem no interior do nosso país, que é continental.

Felipe Proença: Ok, muito obrigado, e que a gente possa seguir sempre debatendo esse programa, mas principalmente com base nos seus resultados, com base no que ele tem significado para a população brasileira.

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No fio da navalha

RosaDinizFiquei alguns dias pensando o Brasil. Multifacetado, controverso e mais do que nunca maniqueísta.

As vésperas de 2015 a Presidente Dilma Rousself governará outro Brasil, advindo de uma nova classe média de empregados, que nunca foram desempregados, consumistas e verdes culturalmente em sua maioria. Pendendo fortemente a ideais difusos. Dos endinheirados das instituições financeiras e os abastados do Pais. E daqueles, que não estão nem aí pelo sistema ou ideologia, tipo Gerdau , que doou a gregos e troianos.

Os que votaram em continuação do governo Dilma são os intelectuais, os que saíram da linha da pobreza e os pais e filhos da ditadura. E os Gerdaus, que fique claro.

No Internacional a política econômica brasileira saiu totalmente da forma ortodoxa estabelecida, a contrariedade resultou em financiamentos de badernas nas ruas de nossas cidades, que fizeram os desavisados a pensar num levante popular.  A fonte de financiamento é a mesma, que as de 1961, em que os Estados unidos financiaram naquele momento os militares, culminando no Golpe de 1964. A mesma história de sempre a grande mídia tendenciosa, aos interesses nada democrático e golpista.

Reforma Política é bom, mas com o Congresso Nacional de 2015? Difícil. A saída seria a convocação de uma Constituinte, para Reforma Política e Tributária.

Pois é então? Fala aí.

rosadinizvieira@gmail.com

PERFIL

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Rosa Diniz – rosadinizvieira@gmail.com

Jornalista, publicitária e social media. Âncora por 14 anos do primeiro jornal da TV Web brasileira no portal Painel Brasil TV. Especialista em gestão de crise, assessoria de imprensa e mídias sociais.  Destaque para os 100 anos de Villa-Lobos, contencioso “Embraer-Bombardier”, posicionamento de produto para a Associação Brasileira das Águas Minerais (ABINAM), construção de imagem para diversos políticos e partidos. Validou a profissão de Editor de Mídia Eletrônica na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho, na Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) e no Amparo ao Trabalhador (FAT). Desde 2002 é editora chefe do portal Painel Brasil TV.

Formação Acadêmica

  • Comunicação – Uniceub  – 1975 – Curso de Comunicação Social – habilitação / Jornalismo e Publicidade  – Graduação.

Experiência Profissional

  • Painel Brasil TV – Editora Chefe – 2002 – 2016.

  • RS Imprensa – Assessora de Comunicação – 1986 – 2002.
  • Diretora de Marketing – Hotel Aracoara, Hotel Garvey, Hotel da Estrada Real – 1982 – 1985.

Principais trabalhos

  • TV João Mangabeira – Implantação e coordenação da TV Web da Fundação João Mangabeira ligada ao PSB (Partido Socialista Brasileiro). Editora Chefe dos programas.
  • Transmissão ao vivo – Coordenação de diversas transmissões ao vivo para a internet. Dentre elas Círio de Nazaré, X Congresso do PSB, ANAMATRA/DF.
  • Contencioso “Embraer-Bombardier” – Gestão de crise para o Governo canadense do contencioso em discussão na OMC.
  • ABINAM – Associação Brasileira das Águas Minerais – Reposicionamento das águas minerais no período da entrada das Águas adicionadas de sais no mercado brasileiro.
  • Jornal Painel Brasil – Desde 2002, mais de 1000 entrevistas para o jornal Painel Brasil no portal Painel Brasil TV.

Outros Projetos

  • Curso de Assessoria de Imprensa – Edição do manual do assessor de imprensa. Coordenadora de 50 edições do curso.

Outros Cursos

  • Aluna ouvinte do curso de Mestrado em Economia e Política para Países de Terceiro Mundo, pelo IEDES – Institut d’etude du Developpement Economique et Social, Panthéon Sorbenne, Université Paris 1;
  • Aluna ouvinte curso de Mestrado, História do Cinema, École Pratique des Hautes Études, Sorbonne.

Idiomas

  • Francês – Fluente